Vai dar breja...
Amigos numa mesa de Bar...Surge um assunto..Pode ter certeza que VAI DAR BREJA! Entre e veja as dicussões de uma mesa de bar, regadas á muita cerveja e bons papos. Garçom! Calabresinha acebolada no capricho...
quarta-feira, julho 12, 2006


Vanucci "sóbrio"
por felipejb, 00:34



Acompanhe o que ele fala:

"Alô, você, alô, Brasil
Chegando
É você mesmo
Itália campeã mundial de futebol
Com todos os méritos, com todas as justiças

É claro que eu também estou inconformado como você.
O que poderia ser o Brasil hoje comemorando o título
Se...é fácil perder
Perder do jeito que nos perdemos, hein

Ainda é muito mais difícil, mas muito mais difícil mesmo
É difícil perder sabendo que a gente não pode esquecer
É difícil esquecer isso, tempo nós vamos ter para esquecer, sem dúvida
Esta Copa do Mundo de 2006
Por mais quatro anos ela vai ficar aqui com a gente e talvez para sempre
1950 que jamais foi esquecida pelo grande favoritismo do Brasil e
pelo desastre na final no Maracanã

Agora, olha, que os craques decidiram não jogar isso é verdade, mas muita verdade
Não teve espetáculo
O resultado poderia ser o que aconteceu
Agora é a hora de reverenciar
Cannavaro, Totti, Zambrotta

Ê, ê, ê, Itália campeã mundial... para nós
É hora de nós pensar no futuro
O futuro
É hora de reformular, reformular, é hora da gente mudar
ou...mudar de vez

Vamos colocar o castelo de areia abaixo, abaixo, e iniciar uma construção sólida para 2010. Copa 2010. África do Sul.
Também não é tão longe. É logo ali
Caso contrário, nós seremos comida de leões"

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sábado, julho 08, 2006


"Ala evangélica" critica "turma da cervejinha"
por felipejb, 23:13

da Folha Online

"Alguns jogadores da seleção brasileira não se cuidaram direito antes e durante a Copa. Abusaram das baladas e não deixaram de tomar cerveja e, ao menos dois deles, de fumar. Essa é a opinião de parte dos atletas, a maioria evangélica.

(...)

Entre atletas, cartolas e empresários, Roberto Carlos e Ronaldo são conhecidos por gostarem de fumar e beber nas folgas. Os colegas evangélicos não têm nada contra. Porém se irritaram porque esperavam que eles mudassem os hábitos pensando na Copa. Tanto Ronaldo como Roberto Carlos estavam fora de forma e pouco se movimentaram em campo.

Entre os descontentes estão Kaká, Zé Roberto e Lúcio, todos evangélicos.

(...)

Durante a campanha, nenhum dos jogadores reclamou com o técnico Carlos Alberto Parreira sobre o assunto. Porém havia pressão sobre o treinador, já que os mais velhos não admitiam ser substituídos, apesar de jogarem mal. Os mais novos queixavam-se para gente de fora da delegação.

(...)

O preparador físico Moraci Sant'Anna, acusado de não colocar o time em forma, sinalizou que alguns jogadores não se cuidavam após as folgas.

Ronaldinho, que não fuma, também incomodou os colegas. Depois de ele se esbaldar na noite de Barcelona no dia seguinte à eliminação, começaram a surgir depoimentos de atletas falando de seus sofrimentos com a derrota. "Choro todas as noites", disse Lúcio. Zé Roberto também falou em choro dele e de sua família."


Bom, se alguém mais aí lembra, o Garrincha (verdadeiro fenômeno do futebol, porque tinha as pernas tortas de um jeito que seria impossível pra alguém praticar o esporte) fumava e bebia. E o Brasil foi campeão em 58 e 62 com ele em campo.

Cada jogador faz o que quiser durante as folgas. O que importa é se concentrar no trabalho quando está trabalhando. Claro, além do setor defensivo, ninguém mais jogou na Copa. Mas não há porque culpar cigarros, bebidas ou hábitos noturnos durante as folgas pela derrota.

A culpa é do Parreira, que, como diz no artigo, "havia pressão sobre o treinador, já que os mais velhos não admitiam ser substituídos, apesar de jogarem mal", mas não substituiu ninguém.

Agora, ficar culpando os outros porque não "choram" pela eliminação é babaquice. "Ah, fomos eliminados, um mês de choro, só paro quando começar a preparação da pré-temporada". Babaquice. Perdeu, perdeu, bola pra frente, a vida continua.

Aliás, o Kaká não tem que falar nada. Eu esperava muito mais dele na Copa, e fiquei decepcionado. Com exceção ao jogo da Croácia, ele não fez mais nada durante a Copa. E ele não fuma nem bebe.

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domingo, julho 02, 2006


Agora é fácil...
por felipejb, 22:50

Antes e durante a Copa, Parreira vivia dizendo, em entrevistas coletivas, principalmente, que a "superexposição" da seleção brasileira era normal, que não incomodava, não atrapalhava...

Aí o Brasil perde da França e ele aparece pra dizer que "nunca uma seleção brasileira foi tão monitorada como essa. Foi um verdadeiro 'Big Brother'", e completa dizendo que "desde o primeiro dia vocês da imprensa acompanharam tudo o que aconteceu".

Tomar no rabo! Enquanto tá tudo bem tá bom, quando perde e metade do mundo bota a culpa em você (enquanto a outra metade culpa o Roberto Carlos que arrumou a meia enquanto Henry fazia o gol da França), é fácil culpar a "superexposição".

Vai, Parreira! Vai embora da seleção e não volte mais! Aproveita e leva o Zagallo junto, que até hoje tem um pedaço dele entalado na garganta dos brasileiros por causa da Copa de 1998. E ontem voltou a incomodar...

Mais informações:
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Decepcionante
por felipejb, 00:31

Só assim pra definir a participação brasileira na Copa do Mundo 2006: decepcionante.

Não porque foi eliminado nas quartas-de-final, longe disso. Foi até muito bem, ficou em quinto lugar, posição bastante elevada pra uma Copa do Mundo. Está entre os 5 melhores times dos 32 que conseguiram passar por todas as eliminatórias, olha que beleza. É pra poucos. A Argentina ficou atrás. Lindo, não?

Fiquei decepcionado porque o Brasil não jogou na Copa. Cinco jogos, quatro vitórias, e o time não jogou.

Não teve tabelinhas espetaculares, dribles impressionantes, gols inesquecíveis... não teve nada. O Brasil teve menos cara de Brasil que todos os outros times da Copa.

Não teve nenhuma jogada criativa, que só podia se esperar de um jogador brasileiro. Nada. Onze jogadores, nem metade entrou em campo, especialmente nesse último jogo, quando nem os defensores tiveram seus momentos de brilho (claro, Lúcio e Juan arrebentaram, jogaram muito mais do que eu esperava até mesmo hoje, mas nada comparável aos jogos anteriores).

E ficou nisso: quatro vitórias toscas contra quatro seleções inexpressivas e uma derrota merecida pra uma seleção que perigou ficar de fora até da Copa, e depois quase não passou pra segunda fase. Mas que está crescendo, e agora tem mais moral do que se pode imaginar. E só no finalzinho do último jogo pudemos saborear um pouquinho da mágica brasileira de fazer futebol.

PS: e quem diria que o Pelé acertou uma vez na vida, hein? (Não entendeu? Veja abaixo)

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