"A Universidade de São Paulo (USP) aprovou ontem a maior mudança da história de seu vestibular. A partir deste ano alunos de escolas públicas ganharão 3% a mais de pontos na sua nota na primeira e na segunda fase da Fuvest."Maravilha! Com isso, a USP dá uma mãozinha pros alunos menos favorecidos, mas ao mesmo tempo exige deles algum estudo (dentro do possível na rede pública de ensino, é claro). Parece que houve um cálculo pra se chegar a esses 3%, não divulgado, mas de qualquer maneira, parece o bastante pra ajudar quem precisa e merece.
Eu sou contra o sistema de cotas exatamente por isso: o cara precisa merecer entrar na faculdade. Aumentando em 3% a nota, a Fuvest exige que o cara tenha algum conhecimento da matéria, pra ele pontuar o suficiente pra chegar à segunda fase e depois pra entrar. Não precisa saber tanto quanto o cara da rede particular, porque isso é impossível! Um cara que paga R$900,00 pra cima (pra pegar escolas
boas, não as merrecas como a minha) por mês tem o direito de receber um ensino de qualidade, é claro. Não que o cara da rede pública não mereça um ensino de qualidade, longe disso! Todos merecem uma boa educação.
Enfim, o cara precisa saber um pouco da matéria pra conseguir entrar. Ou seja, ele tem que
merecer a vaga que está disputando, e poderá fazer isso apesar de suas limitações a partir de agora.
"Com sangue, um manifestante escreveu na porta que dava acesso à reunião do conselho "cotas já". "Foi um ato de indignação do povo pobre e negro", disse o coordenador da Educafro, Eduardo Pereira Neto. Eles reivindicavam que o projeto fosse ampliado."Olha, não sou preconceituoso nem nada, e não acho necessário dizer isso. Só estou dizendo pra me prevenir de alguns caras loucos que pintam por aí antes que venham falar besteira.
Agora, sistema de cotas é desnecessário. Dar ainda
mais benefícios pros caras é desnecessário. Não importa se é negro, branco, índio, caolho, rico ou pobre. Se o cara merecer entrar na USP, vai provar pelo vestibular (desconsiderando aqueles caras que ficam nervosos e esquecem tudo, muito ou pouco, do que sabe na hora da prova, claro). Se o cara é negro e pobre ou só pobre, mesmo, tem os 3% a mais na nota pra ajudar. Se ele estudou legal, dentro do que lhe foi permitido e ensinado pelo fraco ensino público, ele vai acabar conseguindo.
Esse negócio de distingüir os caras pela cor da pele não é legal. Pra mim cada um é cada um. Negro ou branco, o que importa é o cara ser gente fina, bacana, não ficar se importando com coisas bestas como aparência ou dinheiro. Pra mim, o cara pode ser rico ou pobre, bonito ou feio: se for um cara bacana, vai ser meu amigo!
Mais informações:
O Estado de São Paulo